Linha do Tempo

A profunda devoção que Dr. Ajay Kumar nutria pelo Maharshi é sentida na extensa cronologia que se segue, onde o autor detalha relevantes acontecimentos da vida de Bhagavan.

1879

30 DE DEZEMBRO
Venkataraman nasce em Tiruchuli, no Dia de Arudra Darshan (benção através do olhar), ocasião em que Shiva apareceu a seus devotos como Nataraja. Foi também nesta data que uma infindável coluna de luz – o aspecto imanente e transcendental de Shiva – manifestou-se como o benevolente Monte Arunachala. A casa onde nasceu Ramana se chama agora Sri Sundara Mandiram.

1886

Bhagavan costuma brincar no Kalyana Mandapam, que fica ao lado do templo. Aos seis anos, é suavemente repreendido por fazer pipas e barcos de papel com velhos pacotes de processos. O menino leva a sério a reprimenda e desaparece, sendo a busca por ele infrutífera. No momento do culto à mãe Sri Sahayavalli, no sacrário, o sacerdote vê uma figura sentada silenciosamente atrás do ídolo. Era o menino Venkataraman.

1891

Muda-se para Dindigul, após concluir a educação elementar em Tiruchuli. Passa um ano na primeira classe em Dindigul.

1892

18 DE FEVEREIRO
Morre o pai, Sundaram Iyer. Muda-se para Madurai para viver com o tio paterno, Subba Iyer. Estuda na Escola Scott de ensino médio e na Escola Superior da Missão Americana.

1895

1º DE NOVEMBRO
Ouve falar de Arunachala por um parente mais velho. Mais ou menos nesta época, lê o Periapuranam (a biografia dos 63 santos tamis).

1896

MEADOS DE JULHO
Vive experiência de morte em Madurai, que termina em completa e permanente realização do Ser. A casa é chamada atualmente de Ramana Mandiram.

29 DE AGOSTO
Deixa Madurai e segue em direção à Arunachala.

1º DE SETEMBRO
Chega à Arunachala e se dirige para o santuário interior no grande templo de Sri Arunachaleswara e Mãe Sri Apeethakuchamba. Quando recomeça a caminhar, alguém lhe pergunta se quer que lhe raspe o cabelo e, com seu consentimento, é levado para o tanque Ayyankulam, onde seu cabelo é logo raspado. Atira no tanque o dinheiro que lhe restava da viagem.

Permanece no templo, no porão do Salão de Mil Pilastras em Pathala Lingam, no lado sudoeste, até ser retirado de lá, completamente inconsciente, e levado para o santuário de Subramanya.

Seshadri Swami tenta protegê-lo. Bhagavan permanece dois meses no santuário Gopura Subramanya, atendido por Mouna Swami.

O jovem muda-se, então, para o contíguo jardim de flores e bosque de bananeiras e algumas vezes para o local onde eram guardados grandes carros. Costuma sentar-se sob a grande árvore Illupai ou no santuário Mangai Pillayar. Uddandi Nayinar torna-se seu atendente, mas volta a seu mosteiro em 1897. Visitou Bhagavan sete anos mais tarde uma ou duas vezes e morreu em 1916.

1897

FEVEREIRO
Muda-se para Gurumurtam, nos arredores da cidade, menos de um ano e meio após ter chegado a Tiruvannamalai. A pedido de Annamalai Tambiram, Palaniswami torna-se seu atendente, tendo permanecido como tal por 21 anos.

Após pouco mais de um ano em Gurumurtam, Brahmana Swami, como Venkataraman era chamado, muda-se para a vizinhança do Pomar de Mangueiras, em maio de 1898, permanecendo lá por cerca de seis meses.

MAIO
O tio Nelliapa Iyer visita Bhagavan no Pomar de Mangueiras. O tio Subba Iyer, com quem Bhagavan havia morado em Madurai, havia morrido neste intervalo de tempo. Bhagavan permanece um mês no templo de Arunagiri Nathar e uma semana em uma das torres do grande templo e no jardim Alari.

SETEMBRO
Muda-se para Pavalakkunru, um dos lados do Monte Arunachala, onde havia, no sopé, um templo de Iswara(Deus Pessoal), uma nascente, uma caverna e um mosteiro.

DEZEMBRO
A mãe Alagammal visita Bhagavan em Pavalakkunru, com Nagaswami.

1899

FEVEREIRO
Muda-se para o Monte Arunachala. Permanece em várias cavernas do monte: Caverna Satguru Swami, Caverna Guhu Namashivaya e Caverna Virupaksha. Embora a maior parte do tempo na Caverna Virupaksha, onde permanece por 17 anos, usa a Caverna da Mangueira como residência de verão.

1900

Responde a perguntas feitas por Gambiram Seshayya, na Caverna Virupaksha. O resultado é, mais tarde, publicado como "Auto Investigação".

1901

Responde a perguntas feitas por Sivaprakasam Pillai, material que é publicado em 1923.

1905

Muda-se para Pachiamman Koil por seis meses, durante a epidemia de peste. Volta para o Monte.

1907

18 DE NOVEMBRO
Kavyakantha Ganapati Muni, que já o havia visitado anteriormente duas vezes (em 1903 e 1904), visita Bhagavan. Este concede Upadesa (instrução espiritual) a Muni. Em uma carta escrita por Muni no dia seguinte, ele declara que o swami deveria ser chamado Bhagavan Sri Ramana Maharshi.

1908

JANEIRO A MARÇO
Permanece em Pachiamman Koil, com Ganapati e outros. Volta à Caverna Virupaksha. Traduz para o tamil a obra de Sankaracharya ‘Viveka Chudamani’ e ‘Drig Drisya Viveka’.

1911

NOVEMBRO
Primeira visita registrada de um ocidental, chamado F. H. Humphreys.

1912

Segunda experiência de morte na Rocha Tortoise, na presença de Vasudeva Sastri e outros. Primeira celebração de Seu aniversário (Jayanthi), apesar de seus protestos.

1914

Dedica uma prece a Arunachala para que sua mãe se recupere da doença que a acometera.

1915

Canção do Poppadum, escrita em homenagem a sua mãe. Escreveu os seguintes hinos durante o período na Caverna Virupaksha: Arunachala Aksharamana Malai, Arunachala Padikam, Arunachala Ashtakam, além da tradução de DevikaLottara, do Hino a Dakshinamurthi, de Sankaracharya, Guru Stuti e Hastamaloka Stotra.

1916

Muda-se para Skandashram.

1917

Compõe Arunachala Pancharatanam, em sânscrito. A mãe o acompanha a Skandashram (no começo de 1916, ela viera para ficar, a princípio, com Echammal). Bhagavan responde a perguntas feitas por Ganapati Muni (entre dezembro 1913 e agosto de 1917) e alguns outros devotos, que resulta no livro "Sri Ramana Gita".

1922

19 DE MAIO
Maha Samadhi de sua mãe. Bhagavan manteve sua mão direita no coração dela e a esquerda na cabeça dela.

1923

3 DE JANEIRO
O aniversário de Bhagavan é celebrado, pela primeira vez, no santuário da mãe. Uma semana antes do aniversário, Sri Bhagavan foi visitar o santuário, como de costume, em seu passeio diário, e permaneceu lá.

1924

26 DE JUNHO
Ladrões entram no ashram. Bhagavan recebeu pancada em sua coxa esquerda.

1926

Neste ano, Ramana para de fazer o circuito da Montanha. O velho salão foi construído (teve de ser demolido em maio de 1926 e após seis meses de trabalho meticuloso, foi reaberto em 5 de dezembro de 1926). Os antigos devotos declararam que a decoração interna e a aparência externa pareciam “absolutamente a mesma”. Da velha estrutura, grandes porções das lajes (cerâmica) de Cuddapah, pavimentação, portas, janelas, treliças de madeira, caibros e azulejos foram reutilizados.

1927

Compõe "Upadesa Saram" (a essência da instrução espiritual), em tamil, telugu, malaiala e sânscrito.

24 DE ABRIL
Compõe "Atma Vidya" (autoconhecimento).

1928

Compõe "Ulladu Narpadu" (Quarenta Versos sobre a Realidade) em tamil e malayala.

1933

Traduz os Agamas (escrituras) para o tamil.

1936

Traduz Sri Ramana Gita para o malayala.

1939

1º DE SETEMBRO
Assentadas, por Bhagavan, as fundações do templo Mathrubhuteswara.

1940

Seleciona 42 versos do Bhagavad Gita e os traduz para o tamil e malayala.

5 DE OUTUBRO
Bhagavan deixa de comer folha de betel.

1941

Bhagavan deixa de ir à cozinha para ajudar.

1945

25 DE JANEIRO
Fundação do novo salão.

5 DE JUNHO
Pedra fundamental lançada em presença de Bhagavan.

1946

1º DE SETEMBRO
Jubileu de ouro celebrando a chegada de Bhagavan a Arunachala. Novo salão em frente à construção do templo de Sri Mathrubhuteswara.

1947

Compõe "Ekatama Panchakam" (Cinco versos sobre o Ser) em telego e malayala.

1948

18 DE JUNHO
A vaca Lakshmi obtém o Nirvana. Traduz para o tamil Atma Bodha de Sankaracharya.

1949

MARÇO
Consagração do templo Mathrubhuteswara na presença de Bhagavan. A breve cerimônia tem início às 9h, quando o Maharshi é conduzido a abrir o novo grande salão, anexo ao templo. Estando muito enfraquecido para virar a colossal chave da porta, o jovem Stapati o faz por Ele. Bhagavan é conduzido diretamente ao interior do templo e, subindo o pequeno lance de escada, fazem-no tocar a pedra Sri Chakra, que fica imediatamente atrás do Lingam, como símbolo do poder criador latente no espírito sem forma (Chit). Ele, então, é levado para fora a sentar, pela primeira vez, no sofá de pedra do novo salão do templo, que estava coberto de almofadas de veludo vermelho.

1º DE JUNHO
O novo salão, anexo ao templo da mãe, é declarado aberto.

1950

14 DE ABRIL
Brahma Nirvana de Bhagavan às 20h47. Neste exato momento, uma estrela cadente intensamente luminosa, vinda do Sul (o atual quarto do Nirvana), atravessa o céu vagarosamente e desaparece no cume de Arunachala, tendo sido observada por muitas pessoas em diversas partes da Índia.