Felicidade

A ÚNICA COISA QUE SE PEDE É UMA FIRME DETERMINAÇÃO

Devoto: Quando tropeçamos e caímos no caminho, que devemos fazer? Bhagavan: Tudo dará certo no fim. Basta uma firme decisão de você por seus pés novamente no caminho, mesmo depois da queda ou quebra. Com o tempo, pouco a pouco, os obstáculos vão se enfraquecendo e suas energias se tornando mais fortes. Tudo dará certo no fim. A única coisa que se pede é uma firme determinação. (Do livro A Imortalidade Consciente, Paul Brunton, traduzido por Zofia Gaffon, p.56)

FELICIDADE

Felicidade é a natureza do Eu (Divino); ambos são a mesma coisa. A única felicidade real é a do Eu (Divino). Esta é a verdade. Não há felicidade em quaisquer objetos do mundo. Por causa da nossa ignorância imaginamos que a felicidade tem origem neles. Se como o homem geralmente imagina, sua felicidade se deve a causas externas, é razoável concluir que esta felicidade deva crescer com o aumento das posses e diminuir proporcionalmente ao seu decréscimo. Desse modo, se ele é destituído de posses sua felicidade deveria ser nula. Qual é, entretanto, a experiência real do homem? Confirmaria ele este ponto de vista? No sono profundo o homem acha-se destituído de todas as posses, inclusive seu próprio corpo. Ao contrário de infeliz ele se acha muito feliz. Todos desejam um sono profundo. A conclusão, portanto é que a felicidade é inerente ao homem e não se deve a causas exteriores. A pessoa deve realizar o Eu (Divino) de modo a abrir o reservatório da genuína felicidade. Há uma história no livro Panchadasi mostrando que nossos sofrimentos e prazeres não se devem aos fatos, mas aos nossos conceitos. Dois jovens de uma aldeia fizeram uma peregrinação ao norte da Índia. Um deles morreu, mas o outro, tendo conseguido um emprego, decidiu voltar à aldeia de origem só algum tempo depois. Neste intervalo conheceu um peregrino errante ao qual incumbiu de dar notícias suas e da morte de seu amigo ao pessoal de sua aldeia. O peregrino transmitiu as notícias e, ao fazê-lo, trocou, inadvertidamente, os nomes deles. O resultado é que os parentes e amigos do falecido ficaram contentes ao saber que tudo estava bem; enquanto que o pessoal do peregrino vivo ficou pesaroso por crer que ele havia morrido. Não desejar é a grande Bem-Aventurança. (Do Livro Jóias De Ramana Maharshi, A. Devajara Mudaliar, Traduzido por Aruna Chela, p.2)

BEM-AVENTURANÇA DO SER

Bhagavan: Ananda (Bem-Aventurança) sempre existe. Apenas as coisas mundanas devem ser abandonadas. Se elas forem rejeitadas, o que permanece é apenas Bem-Aventurança. Aquilo que É, é o SER... Isso é nossa própria natureza. Devoto: Está certo Swami. Porém, por mais que tentemos a mente não se submete ao controle e envolve o SER de modo que ele não é perceptível para nós. O que devemos fazer? Bhagavan, com um sorriso, colocou seu dedo mínimo sobre seu olho e disse: “Veja, este dedinho cobre o olho e o impede de ver o mundo inteiro. Do mesmo modo, essa pequena mente encobre o universo inteiro e impede que Brahman seja visto. Veja quão poderosa ela (a mente) é!” (Do Livro Cartas do Sri Ramanasraman, Vol. 2, Suri Nagama, traduzido por José Stefanino Vega, p.94)

O EGO É A FONTE DE TODA A INFELICIDADE

Bhagavan: A causa de sua miséria não está na sua vida – está em você como ego. Você impõe limitações a si mesmo, e depois faz um vão esforço para superá-las. Toda infelicidade deve-se ao ego; dele vem todos os seus problemas. De que vale atribuir aos acontecimentos da vida a causa da miséria que está realmente dentro de você? Que felicidade pode você obter de coisas estranhas a você próprio? Quando você as obtiver, quanto tempo irá durar? Se você negar o ego, e exterminá-lo, ignorando-o, estará livre. Se você aceitá-lo, ele imporá limitações a você, e o arremessará num inútil esforço para transcendê-las. SER o EU que você é realmente é o único meio de realizar a Benção, que é sempre sua. (Do livro O Evangelho de Maharshi (livros I E II), Sri Ramanasraman, p. 28)

A SUA IGNORÂNCIA QUE LHES CAUSA DOR

Bhagavan: Por isso digo que você é realmente o Infinito, Puro SER, o EU Absoluto. Você é sempre este EU, e nada mais do que o EU. Por isso, você não pode ignorá-lo – a sua ignorância que lhes causa dor. Saiba então que a verdadeira Sabedoria não cria uma nova Existência para você, ela somente remove sua ignorância. A Bem-Aventurança não é acrescentada à sua natureza, ela apenas é revelada como o seu verdadeiro Estado Natural, Eterno e Imperecível. A única forma de você se livrar da dor é “conhecer” e ser o EU. Como pode isto ser inatingível? (Do livro O Evangelho de Maharshi (livros I E II), Sri Ramana Asram, p. 29)

MORTE

Um missionário e professor de inglês, que esteve 20 anos em Hyderabad, chegou esta manhã. Ele disse: “Perdi meu filho na guerra. Qual é o meio para sua salvação?” Bhagavan ficou silencioso por momentos e, então, respondeu: Sua tristeza é devida ao pensamento. A ansiedade é criação da mente. Sua natureza Real é a Paz. A Paz não se obtém; é nossa natureza. Para encontrar consolo, você deve refletir: “Deus deu, Deus levou; Ele sabe melhor”. Mas o verdadeiro remédio é investigar, dentro de sua verdadeira natureza. É porque você sente que seu filho não existe mais que sente tristeza. Se você soubesse que ele ainda existe, não sentiria tristeza. Isso significa que a fonte da tristeza é mental, e não uma realidade existente. Há uma história contada em alguns livros sobre dois jovens que saíram em peregrinação e, após alguns dias, chegou a notícia de que um deles havia morrido. Contudo, a notícia deu como morto o que estava vivo, e o resultado foi que a mãe do que tinha morrido continuou tão alegre como sempre, enquanto a que já não tinha o filho chorava e lamentava sua morte. Assim, não é qualquer objeto ou condição que causa tristeza, mas apenas o nosso pensamento sobre isso. Seu filho veio do SER e foi absorvido de volta ao SER. Antes de ter nascido, onde estava ele, separado do SER? Ele é nosso SER na Realidade. No sono profundo, o pensamento de “eu”, “criança” ou “morte” não ocorre a você, e você é a mesma pessoa que existiu no sono. Se você investigar desse modo e descobrir sua natureza real, conhecerá também a natureza real de seu filho. Ele existe sempre. Somente você é que pensa que ele está perdido. Você criou um filho em sua mente e pensa que ele está perdido, mas no SER ele existe sempre. (Do livro Dia a Dia com Bhagavan, Vol.1 A., Devajara Mudaliar, traduzido pelo Grupo Arunachala, p.14)