strict warning: Only variables should be passed by reference in /home/aluznoca/public_html/2012/modules/book/book.module on line 559.

O Maha Samadhi

Embora fosse muito grande o número de devotos que aguardavam no lado de fora do Ashram, o silêncio era total. Todos os olhares estavam voltados para a ventarola que continuava a se movimentar, de um lado para outro, sinal de que Ramana continuava “vivo”. Até que ela parou, e uma grande estrela se movimentou, no céu, mergulhando no pico do Monte Arunachala. “Ramana morreu”, choravam quase todos, esquecidos de Suas palavras: “Para onde eu iria?”
Os Grandes Mestres não morrem. Eles continuam sempre vivos não apenas no coração de Seus devotos, como na atuação que exercem sobre suas vidas. Qual de nós não tem um testemunho a dar sobre Sua influência, Sua ação, sobre a divina atividade Automática acontecendo e trazendo benesses ao seu cotidiano?
Da revista “O Maharshi” Resposta dada pelo editor a uma pergunta feita.
O Maharshi concedeu Sua guiança e graça a todos os buscadores quando estava no corpo? Se você fizer esta pergunta àqueles que fervorosamente buscaram Sua companhia e guiança, a resposta será um ressonante “Sim”. Muitos sentiram Sua influência – próxima ou distante – durante todo o tempo em que Ele esteve em Arunachala. Se foi assim naquela época, o que pode obstruir a mesma guiança e graça agora? “O desaparecimento do corpo físico” você diz.
Para os que tem uma visão limitada da realidade, o Maharshi “aparentava” ocupar um corpo e respondia aos buscadores que buscavam Sua Graça. Isto era percebido pelos buscadores e existia de acordo com o esquema divino para a libertação definitiva das almas.
Devemos lembrar que o Maharshi existia apenas como o Ser. Devido às nossas limitações, nós O percebemos como um corpo, mas Ele não era um corpo ou uma personalidade. Nós identificamos nosso Ser com nossos limitados corpo e mente; Ele não. Maharshi: “O erro consiste na identificação do Ser com o corpo.” Se Bhagavan fosse o corpo, você poderia perguntar por aquele corpo. Mas o que você entende como Bhagavan? Ele não é o corpo; Ele é o SER.
O Maharshi estava totalmente imerso no Absoluto mesmo antes de ter chegado a Tiruvannamalai, em 1896. Não havia dúvidas quanto a um corpo ou personalidade para Ele naquela época, e não há dúvidas quanto a um corpo ou personalidade para Ele agora.
Para beneficiar os que buscavam um aprendizado, Ele apareceu no tempo e no espaço ocupando um corpo. Mas isto era apenas a percepção deles, dos seus limitados níveis de compreensão. Como já foi dito, Ele não era um corpo, nem o é agora. Suas últimas palavras sobre o assunto foram: “As pessoas dizem que estou indo embora. Indo! Para onde eu poderia ir? Estou aqui.”
Assim, a questão sobre o Maharshi mergulhando no Absoluto no momento de Sua morte não pode ser colocado. Ele esteve e está no Absoluto agora e sempre.
O Maharshi era muito reservado ao externar quaisquer sinais de influência sobre o estado espiritual daqueles que iam até Ele. Entretanto, Ele o fazia em formas diferentes: Quando protegido dos olhares públicos, Ele agia sem que os buscadores que se aproximavam Dele fisicamente estivessem conscientes disso, e muitas vezes mentalmente – à distância.
Desde seu Maha Samadhi, tenho ouvido um incontável número de testemunhos dos que vivenciaram Sua Presença e Graça, em sonhos ou no estado desperto, ou estórias de enlevados encontros pelo simples olhar para Sua fotografia. Tenho também visto e ouvido acontecimentos maravilhosos de intervenção, que estão longe das barreiras de coincidências ou pensamento racional. Mas normalmente, para muitos devotos, Sua influência permanece discreta embora potente, da mesma forma quando Ele caminhava entre nós.
Assim, se o Maharshi respondia a aqueles que invocavam Sua Graça no passado, quando Ele aparentava ocupar um corpo, o que obstrui esta mesma resposta agora, quando não há um corpo?
Nós, como buscadores e devotos, podemos sinceramente inquirir dentro de nós e responder a estas perguntas. Explicações metafísicas podem, talvez satisfazer o intelecto, mas não nossa necessidade de uma paz permanente, um local de repouso no qual a morte perdeu seu poder e o Eterno Ser da Consciência permanece intacto.
No momento atual, pode Sri Ramana ajudá-lo em sua busca por libertação? Só você pode responder isto. – O Editor.