A invocação e algumas orações

Oração

Que Deus ressurja e seus inimigos desapareçam.Como a cera se derrete no fogo,Como a fumaça é dispersada pelo vento,Assim, todos aqueles que odeiam ao Senhor desapareçam de suas vistasE rejubilem-se os justos!Santo Deus, Santo Poderoso, Santo e Imortal,Concedei-nos a Vossa Graça!(Que assim seja!)

Invocação

Em meu ser sem amor,Tu criaste uma paixão por ti.Portanto, não me abandones, ó, Ramana Arunachala.Inclino-me diante de ti, ó, GuruQue és bom, generoso e livre de apegos!Que és a reencarnação da Bem-aventurança eterna,Não dual, Senhor da Terra e ilimitado reservatório de compaixão.Ó, Guru, por Tua compaixão e graça imensas,Obtive o domínio sobre a Terra e o céu.A ti, ó grande alma, eu me inclino repetidas vezes.Ó, Guru, por Tua grande compaixão, Despertaste-me do profundo sono da ignorância,Livrando-me de perambular pela selva fantástica denascimento, velhice e morte, criados por Maya – a grande ilusão que nos envolve.Livrando-me de constantes tormentos e afliçõese do terror causado pelo tigre egoísmo.Ó, Guru, eu me inclino diante de ti,Que és a verdade única,Que tens o esplendor da sabedoriaE que brilhas na forma do universo.

Oração ao Maharshi (1)

Nós nos refugiamos em Ti,e sois o nosso único refúgio.A quem mais podemos nos voltar?Se demoras a vir nos salvar, não suportaremos mais.Assim, vinde imediatamente terminar minha penúria e dar-me felicidade.(do livro “Dia a Dia com Bhagavan”)

Oração ao Maharshi (2)

Que em Graça assemelha-se à Lua, a amiga da flor azul.Da mesma forma, em brilho é como o Sol, parente do lótus.Pela permanência em Brahman, lembra-nos de Seu Pai (Senhor Dakshinamurthy, que habita ao pé da árvore banyan. Ele, o imóvel que nós recordamos amorosamente)

Quando alguém recita com fervor devocional este verso sobre Sri Maharshi, a vibração do som recria a visão e a direta experiência da Presença de Sri Maharshi, que é sentida como Paz, Paz, Paz.

Oração a Arunachala

Diante do sofrimento de sua mãe, que padecia de um mal no corpo físico, Ramana, sentado ao lado daquela mulher, reconhecia a oportunidade que a existência lhe concedera de ali estar. E Ele colocando a cabeça de sua mãe sobre o seu colo, orou:

“Senhor! Monte do meu refúgio, que curais os males dos renascidos, cabe a Vós curar a doença daqueles que clamam. Deus que chacinais a morte! Revelai vossos pés no coração de Loto daqueles que clamam e entre vossos pés de Loto se refugiam, e protegei-os da morte. Que é a morte a um exame mais profundo? Arunachala, fogo abrasador da Sabedoria! Envolvei os que clamam em vossa luz e fazei-os Um convosco. De que serve então a cremação?

Arunachala, dissipador de ilusões! Por que Vos demorais em dissipar o delírio desses? Existirá alguém que não Vós para velar como uma mãe aqueles que procuram refúgio em Vós e salvá-los da tirania do karma?”