Onde anda a sua Liberdade?

A sensação de liberdade não está numa esquina a espreitar o caminhante. Não está exposta em nenhuma prateleira; muito menos em uma vitrine suntuosamente decorada. Aqueles que assim viessem a pensar, poderiam ser perdoados, pois certamente seriam ignorantes na experimentação de “ser livre”.

Há ainda os que pensam possuir a “sua” liberdade pelo simples fato de dizer NÃO, só por dizer. Crédulos de encontrar respaldo na sensação categórica de uma negativa. Isto em nada alivia o peso dos grilhões amarrados pelo tempo. Ser contra convenções e conceitos não significa desprendimento. O que se propõe é o desapego.

A vida nos coloca uma infindável variação de coisas (entenda-se por ‘coisas’ – objetos, sensações, pensamentos, conceitos, dogmas, etc.). A isto nos aferramos ao longo de nossa existência, quiçá através de várias experiências.

Todos esses empecilhos nos aprisionam e nossa mente, ardilosa que é, ‘pinta’ e ‘enfeita’ de ouro tal gaiola. Porém não pode fugir aos nossos olhos que, por mais bela que se apresente, não deixará de ser a ‘tal gaiola’.

Deixar, pouco a pouco, cada um destes limites representa o romper de mais um elo da corrente com que nos deixamos atar. Com perseverança e submissão vemos esvair-se o cárcere de nossa alma.

Somos livres à medida em que compreendemos isto.

Somos livres à medida que amamos sem a preocupação de sermos amados.

Somos livres à medida que acreditamos que liberdade é um estado de espírito, independente de qualquer corpo, convivência ou situações.

E então, onde anda a sua liberdade?