Diante do sofrimento de sua mãe, que padecia de um mal no corpo físico, Ramana, sentado ao lado daquela mulher, reconhecia a oportunidade que a existência lhe concedera de estar. E Ele colocando a cabeça de sua mãe sobre o seu colo, orou:
“Senhor! Monte do meu refúgio, que curais os males dos renascidos, cabe a Vós curar a doença daqueles que clamam.
Deus que chacinais a morte! Revelai vossos pés no coração de Loto daqueles que clamam e entre vossos pés de Loto se refugiam, e protegei-os da morte. Que é a morte a um exame mais profundo?
Arunachala, fogo abrasador da Sabedoria! Envolvei os que clamam em vossa luz e fazei-os Um convosco. De que serve então a cremação?
Arunachala, dissipador de ilusões! Por que Vos demorais em dissipar o delírio desses?
Existirá alguém que não Vós para velar como uma mãe aqueles que procuram refúgio em Vós e salvá-los da tirania do karma?”