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Artigos : Austeridade
Enviado por Administrador do Portal em 15/1/2006 10:50:00 (392 leituras) Notícias do mesmo autor








No livro Sri Ramana Gita, no canto 18, vemos uma referência a austeridade com a qual Bhagavan se comportava. Dizem os versos:


"Severo com o Seu corpo, rigoroso na observação da disciplina, completamente avesso às delícias dos sentidos, Ele é um sábio sem zangas ou desejos, imerso na alegria da Consciência Pura."


Com este texto começa a 7ª história escrita por Sri Ganesan, que conta passagens da vida de Maharshi. A partir dessa epígrafe, o autor nos revela outro momento de grande ensinamento do Mestre. Ouçamos:





Bhagavan nunca deixava Seu corpo esticado ou deitado. Seu corpo estava – quer durante o dia ou durante a noite – sempre em posição reclinada. Talvez a última vez em que Ele se deitou esticado foi no quarto do andar de cima da casa de seu tio em Madura, para dramatizar a "morte", na tenra idade de 16 anos. Ele nunca usava sapatos; mesmo no verão mais quente, andando nas areias quentes do meio dia. Ele andava em seu usual passo tranqüilo, com absoluto descaso para a dor de Seus pés. Além disso, as solas de Seus pés estavam cheias de espinhos. Duas vezes Seu corpo esteve infestado de vermes, insetos e formigas brancas; uma vez em Pathalalinga e outra vez em Gurumurtham. Quando Ele, acidentalmente, perturbou uma colméia de marimbondos, próxima da montanha, permitiu que Sua perna esquerda, que cometera o ato de destruir a colméia, fosse mordida pelos insetos, para que seus corações ficassem satisfeitos.


Ele era também um mestre-cuca! Conhecia perfeitamente a verdadeira arte culinária. Tinha um propósito particular – que todos comessem suntuosamente. Entretanto, Ele próprio, enquanto comia, misturava toda a comida no seu prato de folhas e a engolia, sem o menor traço de prazer.


Porém, Ele era especialmente insistente em uma coisa: que Seu Darshan (a bênção através do olhar) deveria estar disponível a todos em todas as horas. A porta do salão ficava aberta todo o tempo; ninguém deveria deixar de receber do Seu olhar a graça.


Namastê!



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