Navegação:
RSS feed

Artigos : Oração
Enviado por Daniel Soares em 2/3/2006 22:20:00 (248 leituras)

Diante do sofrimento de sua mãe, que padecia de um mal no corpo físico, Ramana, sentado ao lado daquela mulher, reconhecia a oportunidade que a existência lhe concedera de estar. E Ele colocando a cabeça de sua mãe sobre o seu colo, orou:


“Senhor! Monte do meu refúgio, que curais os males dos renascidos, cabe a Vós curar a doença daqueles que clamam.


Deus que chacinais a morte! Revelai vossos pés no coração de Loto daqueles que clamam e entre vossos pés de Loto se refugiam, e protegei-os da morte. Que é a morte a um exame mais profundo?


Arunachala, fogo abrasador da Sabedoria! Envolvei os que clamam em vossa luz e fazei-os Um convosco. De que serve então a cremação?


Arunachala, dissipador de ilusões! Por que Vos demorais em dissipar o delírio desses?


Existirá alguém que não Vós para velar como uma mãe aqueles que procuram refúgio em Vós e salvá-los da tirania do karma?”

Artigos : Austeridade
Enviado por Administrador do Portal em 15/1/2006 10:50:00 (393 leituras)








No livro Sri Ramana Gita, no canto 18, vemos uma referência a austeridade com a qual Bhagavan se comportava. Dizem os versos:


"Severo com o Seu corpo, rigoroso na observação da disciplina, completamente avesso às delícias dos sentidos, Ele é um sábio sem zangas ou desejos, imerso na alegria da Consciência Pura."


Com este texto começa a 7ª história escrita por Sri Ganesan, que conta passagens da vida de Maharshi. A partir dessa epígrafe, o autor nos revela outro momento de grande ensinamento do Mestre. Ouçamos:





Bhagavan nunca deixava Seu corpo esticado ou deitado. Seu corpo estava – quer durante o dia ou durante a noite – sempre em posição reclinada. Talvez a última vez em que Ele se deitou esticado foi no quarto do andar de cima da casa de seu tio em Madura, para dramatizar a "morte", na tenra idade de 16 anos. Ele nunca usava sapatos; mesmo no verão mais quente, andando nas areias quentes do meio dia. Ele andava em seu usual passo tranqüilo, com absoluto descaso para a dor de Seus pés. Além disso, as solas de Seus pés estavam cheias de espinhos. Duas vezes Seu corpo esteve infestado de vermes, insetos e formigas brancas; uma vez em Pathalalinga e outra vez em Gurumurtham. Quando Ele, acidentalmente, perturbou uma colméia de marimbondos, próxima da montanha, permitiu que Sua perna esquerda, que cometera o ato de destruir a colméia, fosse mordida pelos insetos, para que seus corações ficassem satisfeitos.


Ele era também um mestre-cuca! Conhecia perfeitamente a verdadeira arte culinária. Tinha um propósito particular – que todos comessem suntuosamente. Entretanto, Ele próprio, enquanto comia, misturava toda a comida no seu prato de folhas e a engolia, sem o menor traço de prazer.


Porém, Ele era especialmente insistente em uma coisa: que Seu Darshan (a bênção através do olhar) deveria estar disponível a todos em todas as horas. A porta do salão ficava aberta todo o tempo; ninguém deveria deixar de receber do Seu olhar a graça.


Namastê!

Artigos : A VIDA: DE ENSAIO À ESTRÉIA
Enviado por Administrador do Portal em 29/12/2005 13:12:28 (359 leituras)








A VIDA: DE ENSAIO À ESTRÉIA




Se você teme viver, ouça estas palavras:


Todo homem que se esquivar de viver, pagará com a própria vida pelo seu temor”.


Estão os homens sempre se preparando para a vida e deixam o corpo antes que estejam prontos. Preparam-se, mas não vivem... Absorvem filosofias e não as executam. Ensaiam eternamente a estréia que jamais acontece. Por quantos renascimentos isso persistirá?


Há quem prepare as condições materiais para a vida, esquecendo-se de saudar as oportunidades de crescimento durante a ilusória preparação. A preparação é uma fuga, esteja alerta!


Há quem se prepare para a velhice, a maternidade, o amor, o serviço e o futuro. Enquanto isso, o presente padece esquecido entre a véspera e o dia seguinte.


A vida é um divino dom que já está pronto. Apenas participe. Esta é a verdadeira atitude religiosa: ver o agora como sendo a chave para o Ser e ter o aqui como o único lar. Outros momentos ou lugares são miragens, ficções e passagem certa para enganos.


Aos ouvidos do ego, tal atitude é um suicídio. É melhor continuar a se enganar que existe o emprego ideal, o dinheiro que assegura a paz, a alegria na ilusão, o amor sempre primavera e o sucesso. É mais cômodo preparar-se a vida inteira para conquistar tais jóias falsas.


Fé é seguir estrada afora sem cordas ou provisões de viagem. Fé é saber que, por amor, o necessário nos é dado a cada segundo.


Viva, pois, o seu milagre.


Ressuscite o seu Lázaro.


Transforme sua água em vinho.


Transfigure-se, cristicamente, em todas as situações.


Abrace seu amigo agora sem perguntar-lhe de onde vem e para onde vai. Tudo flui rumo ao discernimento, sabedoria e crescimento.


Lembre-se de que ninguém é chamado Mestre por ter evitado as pedras do caminho e sim por haver conhecido e abençoado, com a paz dos Sábios, todas elas.


Na vida, não há ensaios. Tudo é constante estréia!


Agora, eis o mantra do Liberto: HARI!


This is my Google PageRankâ„¢ - SmE Rank free service Powered by Scriptme